Perspectivas del Turismo Cultural

La gestión del turismo y sus problemáticas desde visiones sociales

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Patrimônio e Turismo no Brasil, uma longa relação: história discurso e práticas.

Haroldo L. Camargo
Dr. em História Social pela FFLCH/USP. E-mail: haroldocamargo@yahoo.fr
Atualmente pesquisador autônomo. Unibero SP: Pró-Reitor de Pós Graduação e Pesquisa, jan. 2000/ jan. 2002. Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação em Turismo e Administração Hoteleira 1998-99; de graduação em Turismo: 1975-79 e 1991-99; de graduação em Administração Hoteleira: 1994-99. Professor de "Patrimônio e Turismo" e "História do Turismo" para o Mestrado em Turismo: 1998-2001; de História: da Cultura, do Brasil, da Cultura Brasileira e Estudos Brasileiros para o curso de Turismo: 1974-1991. Criador, editor e autor do "Boletim de Turismo" (1992-2002) e da "Revista de Pós-Graduação". Prof. da Facos-Unisantos, Santos SP e da Universidade Brás Cubas, Mogi das Cruzes SP. Pesquisador e Apresentador da Divisão de Ensino da TV Cultura-Fundação Pe. Anchieta SP. Historiador do Serviço Técnico de Conservação e Restauro (1982-1996) do CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico), Secretaria de Estado da Cultura SP. Autor de Patrimônio Histórico Cultural, São Paulo: Aleph, 2002; "Fundamentos Multidisciplinares do Turismo: História in: Turismo: como aprender, como ensinar, vol. I, São Paulo: SENAC, 2001; além de diversos artigos em revistas acadêmicas.


Palavras-chave: Brasil/ São Paulo/ Patrimônio/ Turismo/ História/ Atrativos/ Identidade Nacional/ Modernismo/ Barroco-Colonial/ Estado/ Universidade/ Pesquisa/ Coordenação/ Planejamento.

Resumo:

Patrimônio e Turismo são inventados no final do século XVIII. Tanto os atrativos turísticos como os bens patrimoniais são construídos socialmente, pois, os espaços e os objetos existem numa dimensão e para uma finalidade dada e, são recriados simbolicamente para outras destinações e usos. As relações entre Turismo e Patrimônio se definem historicamente em função do valor econômico dos monumentos.

No Brasil, a partir do Modernismo surgiu o conceito de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional que se consagrou como "barroco-colonial". Ele é restritivo e a sua cristalização exclui os olhares para inúmeros artefatos que poderiam figurar como atrativos culturais para o Turismo.

O artigo procura refletir sobre a inadequação daquele conceito ainda vigente, apontando para seu anacronismo: a identidade nacional luso-brasileira e o tradicionalismo. Também aponta para o reducionismo da aplicação daquele aparato conceitual quando utilizado em escala regional. As pesquisas básicas e aplicadas e a aferição da sua eficácia competem à Universidade, da mesma maneira que o papel do Estado não pode ser subestimado para o relacionamento equilibrado do Patrimônio e Turismo. A ausência de coordenação entre os poderes públicos para a gestão e a condução de políticas é nociva aos interesses sociais relacionados ao Turismo e ao Patrimônio. Aos futuros planejadores compete desenvolver conhecimentos e habilidades para administrar estes problemas.

Patrimônio e Turismo no Brasil, uma longa relação:
história, discurso e práticas

 


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